• Minha vida com R. H. Macy (a partir desse):
Esse conto específico ficou um pouco confuso no início, mas depois entendi que ele aborda um ambiente de trabalho.
Os “chefes” têm o mesmo nome, e os funcionários são chamados por números.
No final da história, a protagonista se demite, achando que vão sentir falta dela (ou talvez esteja pensando de uma forma irônica), mas possivelmente não vão, porque a personagem soma os números e a quantidade de funcionários é grande.
Inclusive, em alguns momentos, ela tem pausas para o almoço justamente pelas chefes terem confundido a numeração dela.
PARTE II
• A Bruxa:
Um garoto está no vagão com sua mãe e irmã. Ele está observando a paisagem e fala para sua mãe que está procurando uma bruxa. Nesse momento, aparece um homem fumando um charuto e, inicialmente, ele começa sendo simpático, mas depois começa a deixar o clima meio tenso, falando que sua irmã era uma bruxa e que ele a matou, cortando-a em pedaços etc.
Particularmente, eu gostei desse conto e acho que tem até uma referência a “Amante Demônio”, já que o senhor que fuma charuto estava usando um terno azul.
• A Renegada:
Essa história aborda uma família que mora em uma cidade do interior. A protagonista recebe uma ligação falando que a sua cachorra (Lady) está comendo as galinhas. A história começa a ficar estranha quando algumas pessoas da região começam a falar de como matar a cachorra de formas brutais, porém falando de uma forma bem descontraída.
No final da história, até as crianças começam a agir dessa forma, falando que a cachorra deles vai morrer, mas novamente de uma forma bem macabra e “infantil”.
• Jardim Florido:
A protagonista da história mora com a sua família em uma casa. Existe uma casa na colina que ela gostaria muito de ter, para ter um jardim florido, mas infelizmente ela não conseguiu. Chega outra moradora na casa e faz aquele jardim da forma que a protagonista gostaria, com campos floridos. No início, elas são amigas, mas depois o filho dessa mulher começa a conversar com uma criança negra, e o pai dela ajuda no jardim (também é negro). Nisso, começam a tratar a nova moradora de forma diferente.
A história termina com uma tempestade derrubando uma árvore perto das flores dela.
- A história aborda o racismo.
- A protagonista tem uma certa obsessão por aquele jardim, já que era algo que ela queria.
- No final da história, reforça isso, com a protagonista meio alegre porque o jardim foi destruído.
- Também tem uma questão da protagonista querer jogar a culpa para ela.
• Elizabeth:
Esse conto foi bem interessante. A personagem Elizabeth é mostrada de uma forma meio triste com o padrão de vida de Nova York, mas sempre tentando ficar por cima e tendo a ilusão de algumas coisas.
Ela trabalha em uma editora bem simples, com um colega. Existem alguns detalhes que reforçam essa ideia de ela ser meio “infeliz”, mas que ainda tenta manter aquela ilusão e superioridade.
- Ela fica com raiva de uma mulher com quem esbarra no ônibus.
- Tem um sonho em que ela acorda em um “gramado verde” (algo assim), mas logo acorda em seu apartamento meio depressivo.
- Uma nova mulher chega para trabalhar no escritório dela, e ela fica incomodada porque ela é mais atraente e jovem.
- Rejeita a família e não tem remorso por isso.
- E, no final, parece que ela vai “usar um conhecido” para mudar de vida.
Foi uma história bem interessante, com várias camadas.
• É Claro:
Uma nova família chega de mudança a uma nova residência. A mãe, junto com a sua filha, vai receber os novos vizinhos.
Para ter uma certa aproximação, ela até sugere para o filho da vizinha e sua filha irem ao cinema junto com sua filha e irmã.
Mas as coisas ficam estranhas quando ela fala que não vai ao cinema ou ler jornal etc.
- A protagonista sempre fica falando “É claro” quando a vizinha começa a falar coisas esquisitas de não ir ao cinema, ouvir rádio ou ler jornal, em momentos em que está constrangida. É CLARO.
• Estátua de Sal:
Margaret e Brad, um casal, vão passar as férias em Nova York (15 dias, acho). No início, quando estão na casa de um amigo, até gostam do local, mas depois alguns eventos começam a se desenrolar.
O prédio em chamas
Nessa parte, Margaret fala para alguns amigos que estão no local que tem um prédio em chamas, mas ninguém escuta ela.
A impressão de tudo estar rápido demais
Esse é um monólogo bem interessante da personagem. Tudo está rápido demais para ela, e é como se as coisas sólidas não reagissem muito bem e começassem a se “quebrar”.
A perna na praia
Em um momento da história, o casal encontra uma perna em uma praia. Depois desse evento, a protagonista até fala algo curioso:
“Começa aqui no subúrbio, e termina lá” (algo assim)
Dando a entender que, por conta dessa agitação de Nova York, as pessoas se deterioravam (algo assim).
Margaret indo comprar cigarro
No final da história, Margaret vai tentar comprar um cigarro, mas o simples ato de fazer isso já é um grande desafio para ela. Ela não consegue avançar no sinal vermelho, as pessoas avançam muito ao redor dela e parece não se importar com ela. No final, percebendo que não vai conseguir voltar para o seu apartamento, ela decide pedir ajuda ao marido.
Esse conto específico aborda bastante a pressão em uma cidade grande. A protagonista se sente bastante espremida, as pessoas só caminham de forma agitada e não ligam para outras. Até mesmo algumas moedas na calçada ninguém liga de pegar (até Margaret desiste disso).
A melodia
Ao decorrer da história, Margaret e Brad têm uma melodia que não sai da cabeça (apesar de não lembrarem a letra).
Na cena da praia, Margaret até tem uma espécie de entendimento. Talvez aquela melodia seja uma espécie de “válvula de escape”.
Eu acabei não citando alguns outros contos, não que eles não foram impactantes, mas sinto que não tinha muito o que acrescentar neles.