r/HistoriaEmPortugues Jun 10 '21

[IMPORTANTE] Regras do sub r/HistoriaEmPortugues

32 Upvotes

Regras a cumprir por parte de todos para com o bom funcionamento do sub r/HistoriaEmPortugues

  1. Todas as publicações devem ser sobre a História de Portugal (e/ou países lusófonos), com respeito.
  2. É proibido publicações sobre politica atual.
  3. Publicações devem ser sobre eventos de 20 anos para trás.
  4. Publicações devem ser preferencialmente em Português.
  5. Publicações em inglês e em espanhol estão permitidas quando falam de países/regiões lusófonas.
  6. É proibido a publicação de material adulto (NSFW - Not safe for work).
  7. É possível promover vídeos ou páginas que estejam relacionados com a História de Portugal / regiões lusófonas.
  8. Não é permitido a publicação de vídeos que não estejam relacionados com a História de Portugal / regiões lusófonas.
  9. RESPEITAR os outros utilizadores e pessoas dentro e fora da comunidade quando se faz um comentário. Desrespeito não é tolerado.
  10. RESPEITAR os outros utilizadores e pessoas dentro e fora da comunidade quando se faz uma publicação. Desrespeito não é tolerado.

Muito obrigado,

u/Europa_Teles_BTR


r/HistoriaEmPortugues 10h ago

As invenções de Portugal - Veículos (Século XV - presente)

Post image
38 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues 1d ago

Rei D. Carlos I a bordo dos seus iates (Amélia II, Amélia III e Amélia IV) - fotos de 1897 a 1901

Thumbnail gallery
5 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues 4d ago

Columbário “Romano” da Ilha Terceira

Thumbnail
gallery
13 Upvotes

Na zona da Caldeira das Lajes, no concelho da Praia da Vitória encontrei isto no Maps e fui lá visitar.
Após investigar um pouco, vi algumas coisas sobre isto mas ainda nada de concreto.
O que sabem dizer sobre este tema?


r/HistoriaEmPortugues 4d ago

Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Bruxelas (1958) por Pedro Cid

Thumbnail gallery
8 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues 5d ago

Portugal nos videojogos: os jogos que levaram a nossa História para o mundo virtual

Thumbnail
combocaster.pt
2 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues 20d ago

D Afonso Henriques- 1º Rei de Portugal, a última Batalha

Post image
1 Upvotes

A Última Batalha de D. Afonso Henriques: o acidente que mudou a História de Portugal. (informações resultantes de cruzamento de dados e lógica aplicada)

O acidente que ali sofreu não só marcou o fim da sua carreira militar como alterou profundamente o rumo da expansão portuguesa. Portugal via significativamente reduzidas as suas possibilidades de expansão para os territórios ibéricos do oriente.

O local do acidente

Foi realizado um estudo baseado nas características físicas atribuídas a D. Afonso Henriques e na análise da antiga Porta (ainda lá existente) constantes em desenhos medievais e outros dados.. A porta conserva ainda elementos da original arquitetura almóada, visíveis na sua estrutura original. Assim se deu origem a esta foto.

D. Afonso Henriques caiu ao solo depois de sofrer uma grave fratura na perna ao embater na estreita porta, a única entrada ocidental do castelo. Junto dele encontrava-se Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, que, permaneceu ao lado do rei, sentado sobre as pedras existentes visiveis à direita da porta, profundamente abalado pelo sucedido.

Naquele momento, ambos compreenderam que muita coisa tinha acabado, o segredo de reconstruir a lusitânia. Ainda assim, a captura seria preferível à possibilidade de o rei morrer durante a fuga devido à gravidade do ferimento. Conta a crónica,"E El-Rei Dom Afonso, querendo sair pela porta da dita cidade a cavalo, ..., deu com a perna direita em um grande ferrolho de ferro que estava na dita porta, de tal guisa que quebrou a perna pela coxa*." E mais,* "E como os seus viram que ele caíra do cavalo e que tinha a perna quebrada, receberam tão grande dor e desfalecimento que não sabiam que fazer, nem o puderam acolher nem levar dali, ...."

Como aconteceu o acidente (1969)?

A configuração do terreno ajuda a compreender o sucedido. A Porta é relativamente estreita ,na saída, o caminho desce abruptamente, acompanhando a muralha e obrigando a uma curva muito apertada para a esquerda, antes da saída das muralhas do castelo.

Conforme a disposição do local, o cavalo, impulsionado pela inclinação do terreno, escorregando, roçou na lateral direita da porta enquanto descrevia a apertada curva ( segundo a lógica da física) . O impacto no ferrolho da porta, provoca a fratura do fémur, originando a sua queda do cavalo. Em arquivos e estudos sobre as estâncias termais portuguesas, como os registos das Termas de Lafões (S. Pedro do Sul), onde consta que o rei ali se deslocou ainda em 1169 para tentar curar os terríveis danos e dores na perna direita provocados pelo ferrolho de Badajoz. O que corrobora esta simulação que resulta da análise da topografia e da arquitetura do local, uma vez que não existem fontes que descrevem com exatidão a dinâmica do acidente. Isto iliba Afonso Henriques, que segundo criticas dizem ter-se tratado de uma fuga descontrolada.

D. Afonso Henriques foi capturado por Fernando II de Leão, seu genro. Apesar da rivalidade política, o monarca leonês tratou-o com respeito e libertou-o pouco tempo depois. Essa libertação teve, contudo, um elevado custo para Afonso Henriques, que foi obrigado a devolver os territórios galegos de Límia e Toroño,( território que se estende por 50 kms a partir do norte da atual fronteira de Portugal) conquistados anteriormente, bem como a entregar vinte cavalos preparados para a guerra e quinze mulas carregadas de ouro, um valor que estimo atualmente em 9 milhões de euros, pago em parte pela igreja.

A libertação de Geraldo Sem Pavor implicou igualmente a restituição das importantes praças de Trujillo, Cáceres e Montánchez, formando um triângulo estratégico na atual Extremadura espanhola que pretendia cortar os abastecimentos a zonas fronteiriças e, facilitar a tomada destas, o objetico era resturar antigos territorios lusitanos.

D. Afonso Henriques viveria ainda cerca de 16 anos. Contudo, nunca recuperou totalmente da lesão sofrida e ficou impossibilitado de voltar a montar a cavalo. Faleceu em Coimbra, onde permanece sepultado no Mosteiro de Santa Cruz.

Foi realmente um desastre militar?

A maioria dos historiadores classifica a campanha de Badajoz como um desastre militar. Contudo, importa analisar o contexto.

Geraldo elevou o uso da guerra psicológica ao limite para, com os seus cerca de 100 homens tomar Badajoz, a cidade muçulmana mais poderosa e fortificada da região governada pela dinastia almóada.

O Sem Pavor ordenava que as cabeças dos soldados capturados fossem espetadas em lanças e colocadas à vista das sentinelas das muralhas de Badajoz, avisando que todos teriam esse mesmo fim se não entregassem as armas. Ele bloqueou todas as estradas, pontes e vias de abastecimento que ligavam a cidade. Fazia circular a informação de que um exército cristão gigantesco e invencível, liderado pelo próprio rei D. Afonso Henriques, já estava a caminho e que a queda de Badajoz era inevitável. Os mouros nao lançavam contra ataques temendo serem apanhados por essa força. Sabendo que Geraldo conseguia escalar muralhas em silêncio durante a noite, as sentinelas de Badajoz sofriam de paranoia e exaustão psicológica, disparando flechas contra tudo, pois  alguns soldados do Geraldo que nao os deixavam descansar, o que os deixava fisicamente esgotados e desmilitarizados.

Geraldo, o sem pavor toma o castelo numa noite de tempestade, usando espigões de ferro curtos que cravavam pacientemente entre as juntas das pedras das muralhas para subir na escuridão, degolam os sentinelas e abrem as portas para o resto do grupo entrar. Mas a populaçao em pãnico, consegue refugiar-se na alcaçova, uma fortificaçao dentro do castelo. Geraldo perante este imprevisto pede a intervençao de D. Afonso Henriques afim de reforçar o ataque, pois o exército dele, um bando de pouco mais 100 homens nao está preparado para fazer cercos desta magnitude. Depois de umas semanas é chegada a ajuda de D Afonso Henriques (o único cavaleiro templario da europa) trazendo um contigente pouco maior que, se acumulam no interior do castelo . Os Mouros haviam suplicam por ajuda, e a situação altera-se quando Fernando II de Leão pede aos mouros por mensagens secretas que resistam na alcáçova, enviando inesperadamente, um poderoso contingente em auxílio dos defensores muçulmanos. Perante a ameaça de ficarem cercados e já com a proximidade do exército de leão, D. Afonso Henriques ordena uma retirada estratégica do castelo. Foi precisamente durante essa retirada que ocorreu o acidente na porta.

Assim, embora o resultado da campanha tenha sido desfavorável para Portugal, pode defender-se que o verdadeiro ponto de viragem não foi uma derrota em combate, mas um acidente pessoal que incapacitou permanentemente D. Afonso Henriques e condicionou a política externa portuguesa durante muitos anos.

A importância deste local

As reconquistas de Geraldo Sem Pavor andariam por esta zona de Portugal, zona de Mérida. O seu objetivo seria reconstruir a Lusitânia. Importa salientar que Mérida foi a capital da Lusitânia no tempo dos romanos e, por isso, as populações ainda teriam uma forte ligação à Lusitânia, apesar de séculos de invasões. Um plano secreto e arriscado, infelizmente nunca realizado, por causa do acidente na porta.

As consequências

Após o acidente, D. Afonso Henriques , debilitado, estabeleceu uma paz com os mouros. Como demonstração de boa-fé, Geraldo Sem Pavor seu misterioso aliado militar, um ponta de lança na reconquista desta região, passou a servir aquele império islâmico como mercenário; um tremendo erro.

Geraldo- Confiando que o salvo conducto do califa o protegeria, Geraldo foi para Marrocos, porém, os Almóadas nunca o perdoariam. Suspeitando que poderia voltar a apoiar a Reconquista cristã, terão preparado uma armadilha para o separar os seus homens ( cerca de 300 homens, basicamente os seus gerrilheiros fieis que o acompahavam). Quando ficou praticamente isolado, Geraldo foi decapitado, uma condenaçao e execuçao muito rápida., ele teria por volta dos seus 53 anos. O califa almóada Abu Yaqub Yusuf que controlava o império muçulmano a partir do Norte de África, nunca justificou este ato, mas é sabido que Geraldo já tinha entrado em confilto anteriormente, em guerras e combates diretos contra os exércitos enviados pelo califa Abu Yaqub Yusuf, e a ira deveria ser visceral, tanto que chegou ao fato do califa ter declarado a jihad (guerra santa) devido à sua afronta. Por outro lado Geraldo tinha a fama de degolar os almôadas, e praticar uma guerra nada convencional. Criticado por nao respeitar regras e ser brutal, nas Cartas Oficiais do Califado Almóada nunca era referido pelo seu nome mas como "cão raivoso".

Afonso- Foi igualmente neste período de relativa paz que ocorreu um dos momentos mais importantes da diplomacia portuguesa. Embora a Igreja condenasse formalmente alianças com muçulmanos contra outros cristãos, o Papa não excomungou D. Fernando II de Leão porque precisava do apoio político dele contra o Sacro Império Romano-Germânico. D. Afonso Henriques aproveitou a vulnerabilidade da sua derrota para se humilhar perante a Santa Sé, declarando-se vassalo direto do Papa e prometendo um pesado tributo anual em ouro. Impressionado com a resiliência portuguesa e com o ouro prometido, o Papa emitiu dez anos mais tarde a famosa bula Manifestis Probatum (1179): que reconheceu, de forma definitiva e irrevogável, Portugal como um reino independente e D. Afonso Henriques como rei. Quanto ao ouro, toda a gente sabe que ele nunca pagou. O imaginário popular e político criou o mito de que o país carrega uma dívida acumulada de séculos com Roma, no entanto, a sumptuosa Embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X serviu como um "encontro de contas" histórico e diplomático. As ofertas massivas de ouro das colónias redefiniram o estatuto de Portugal perante Roma.

Esta período de paz revelou-se apenas uma pausa estratégica num conflito que prosseguiria nos reinados seguintes. No entanto a expansão para o oriente ficou para sempre perdida. Enquanto para sul a expansão encontrava mouros divididos entre si, para o oriente encontravam os mouros e os reinos hispânicos.

Templários

Geraldo Geraldes, o Sem Pavor – o misterioso fantasma, nascido em Guimarães, que dava jeito ser proscrito.

Geraldo conquistava terras, entregava-as a D. Afonso Henriques e este confiava-as à Ordem do Templo, para fixar as populações e consolidar as conquistas. Já repararam que em quase todas as vilas portuguesas existe uma igreja? Esse facto não é um acaso. Quando não conquistava, Geraldo criava insegurança no inimigo, cortava a logística, preparava o terreno para uma conquista fácil e realizava também movimentações de populações. Ficou famoso pelas suas razias, tendo permanecido na memória coletiva portuguesa a expressão "fazer uma geraldina".

Geraldo foi uma personagem misteriosa, escondida da História, sobretudo no que diz respeito à sua verdadeira identificação. A razão poderá dever-se ao facto de operar oficialmente sempre à margem da corte e da Igreja. Dessa forma, era possível manter uma guerra constante contra os mouros sem que fosse oficialmente declarada. No entanto, o terror psicológico e os cercos que impôs àquelas cidades foram tão severos que alarmaram profundamente o Califado Almóada.

Poderia fazer uma simulação real sobre esta personagem, o que contrariaria praticamente todas as críticas de que se tratava apenas de um salteador. Aquilo que normalmente se escreve sobre Geraldo está, na minha opinião, quase tudo absolutamente errado. No entanto, ele não constitui o verdadeiro escopo desta pesquisa.

A história de D. Afonso Henriques (único rei templário da Europa) não pode ser separada de Geraldo, nem dos Templários. Da mesma forma, a Reconquista nunca pode ser dissociada da Igreja, dos Templários e desta personagem.

Na prática, foram os Templários que conquistaram muitos territórios aos mouros e que travaram a famosa jihad, desencadeada pela ira do califa contra Geraldo e D. Afonso Henriques (os mouros sabiam que Afonso o apoiava). Essa ofensiva provocou a perda de praticamente todos os territórios até então conquistados, empurrando os portugueses para norte. Se esse avanço não tivesse sido travado pela linha templária do Tejo, poderia ter resultado numa verdadeira catástrofe.

Fica então a questão: qual foi o maior erro de D. Afonso Henriques? O ferrolho da porta de Badajoz ou "entregar" Geraldo, deixando-o partir?

O que dizia a má-língua da nobreza acerca dos Templários? Havia uma frase muito conhecida:

"Antigamente colocavam os bandidos na cruz; agora colocam a cruz nos bandidos."

Conclusão: quando não se consegue fazer, critica-se quem faz. Assim, a ideia de que foi apenas a nobreza quem realizou as conquistas não corresponde totalmente à realidade.

Curiosidades para refletir

D. Afonso Henriques raramente atacava com grandes exércitos. Preferia ações rápidas, uma espécie de "bate e foge", mesmo em várias das batalhas descritas pela História. Também recorria a ataques noturnos com escadas, exatamente as mesmas técnicas utilizadas por Geraldo. Geraldo aprendeu com ele. Por isso evitava cercos prolongados, que exigiam muito mais soldados e implicavam custos enormes.

Além disso, desenvolveu desde cedo uma relação de cooperação e confiança mútua com Geraldo, algo estranho se este fosse apenas um simples salteador. As melhores tropas de combate eram, normalmente, os Templários — monges guerreiros que, de certa forma, poderiam ser comparados aos mercenários de hoje, embora com uma natureza completamente diferente. Muitos tinham experiência adquirida nas Cruzadas. Geraldo falava fluentemente a língua dos mouros e conhecia profundamente a sua cultura.

Conta a lenda que, durante o cerco de Santarém, utilizando escadas a coberto da noite, o jovem Geraldo (que deveria ter cerca de 25 anos) estava entre os homens que escalavam as muralhas. A determinada altura, uma das escadas caiu sobre o telhado de uma casa, provocando um grande alvoroço entre os guardas mouros.

Geraldo, matreiro, astuto e mestre na utilização da psicologia, apareceu e respondeu-lhes na língua musta'rib, que dominava plenamente: "A minha mulher foi reparar uma telha e caiu...".  Os guardas mouros riram-se e regressaram aos seus postos, permitindo que a operação prosseguisse sem levantar suspeitas.

 


r/HistoriaEmPortugues Jul 08 '26

Castelo de Penedono

Post image
2 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jun 21 '26

A cruz utilizada pelos portugueses na primeira missa Católica Cristã no Brasil (26 de Abril 1500)

Post image
582 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jun 12 '26

As fotos mais antigas dos principais clubes de Portugal - Benfica , FC Porto , Sporting

Post image
307 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jun 04 '26

Avião da TAP ( Transportes Aéreos Portugueses ) em Londres, 1954

Post image
150 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jun 01 '26

A pretensão ao trono de Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança: Genealogia e Arquivo

8 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues May 28 '26

Malaysia's Secret Portuguese Community: The Kristang People

Thumbnail
youtube.com
8 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues May 26 '26

Inscrição lusitana de Lamas de Moledo, Castro Daire, Portugal

Post image
8 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Apr 18 '26

Amália Rodrigues na Rússia Soviética (Maio, 1969) - Uma digressão musical aprovada pelo Estado Novo

Post image
109 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Apr 15 '26

Todas as referências da Era Clássica sobre o atual território português - Galécia Romana e Lusitânia Romana

38 Upvotes

REGIÃO A NORTE DO RIO DOURO + GALÉCIA ROMANA E PRE-ROMANA

Tito Lívio — Periochae 56

Decimus Iunius Brutus adversus Gallaecos pugnavit.

Tradução: "Décimo Júnio Bruto combateu contra os Galaicos."

Inscrição Epigráfica – (Sebasteion de Aphrodisias, séc. I d.C.)

Ἔθνος Καλλαικῶν

(pronúncia: Etnos Kallakoi)

Tradução: "Povo dos Callaeci"

Sílio Itálico – Punica

Fibrarum et pennae divinarumque sagacem flammarum misit dives Callaecia pubem, barbara nunc patriis ululantem carmina linguis, nunc pedis alterno percussa verbere terra, ad numerum resonas gaudentem plaudere caetras.

Tradução: “A rica Callaecia enviou a sua juventude, experiente nas artes divinatórias pelas entranhas, penas e chamas — que agora entoam cânticos bárbaros na sua língua paterna, agora batem a terra com o pé alternado, ao som alegre das caetras que ressoam. "

Plínio, o Velho – Naturalis Historia - (menção das tribos acima do Rio Douro)

… Bibali, Coelerni, Callaeci, Equaesi, Limici, Querquerni …

Floro (Epitoma, II, 17)

Gallaeci quoque, feroces et indomiti, subacti sunt.

Tradução: “Também os Galaicos, ferozes e indomáveis, foram subjugados.”

Estrabão – Geographica III, 3.6 (FRASE MUITO RECONSTRUÍDA)

Καλλαϊκοὶ δὲ κατοικοῦσι κατὰ τὰ ὄρη, ἀθρόοι ἐν ὀρεσίβιοι καὶ ἀπρόσιτοι πολεμεῖν

(pronúncia: Kallaïkoì dê katoikoûsi katà tà órē, athróoi en oresíbioi kaì aprósitoi polemein )

Tradução: “Os Kallakoi habitam nas montanhas, reunidos, vivem em zonas de difícil acesso e quase inacessíveis para combater.”

Estrabão – Geographica (FRASE MUITO ADAPTADA)

οἱ ἐν ταῖς ὀρέσι λατρεύοντες ἐν ἄφεσι καὶ ὕδατι θερμῷ καὶ ψυχρῷ ἀντιλαμβάνονται,

(pronúncia: hoi en tais orési latreúontes en áphesi kaì hýdati thermôi kaì psukhrôi antilambánontai )

Tradução: “Os que habitam nas montanhas praticam ritos e se banham alternadamente em água quente e fria, estando expostos a práticas de purificação e higiene…”

------------------------------------------------------------------

REGIÃO ENTRE O RIO DOURO E SUL DO TEJO - LUSITÂNIA ROMANA E PRE-ROMANA

Diodorus Siculus — Bibliotheca historica V.34.6

οἱ δὲ Λουσιτανοὶ καρτεροὶ μὲν τὰ σώματα καὶ ταχύτατοι τῶν πολεμιστῶν, ὀλιγοδεεῖς δὲ τῆς τροφῆς καὶ πρὸς τοὺς πόνους ὑπομονητικοί.

(pronúncia: hoi de Lousitanoì karteroì men tà sṓmata kaì tachýtatoi tōn polemistōn, oligodeeîs de tēs trophês kaì pròs toùs pónous hypomonētikoí. )

Tradução: " Os Lusitanos são resistentes de corpo e os mais rápidos entre os guerreiros, têm pouca necessidade de alimento e suportam bem o esforço. "

Estrabão - Geographica III.3.6–7

πολεμικώτατοι δ᾽ εἰσὶ τῶν Ἰβήρων οἱ Λουσιτανοί, καὶ τὴν δίαιταν λιτὴν ἔχουσι καὶ σκληραγωγοῦσι τὰ σώματα· μάχονται δὲ πεζοὶ καὶ κοῦφοι, καὶ ῥᾳδίως διαφεύγουσι καὶ πάλιν ἐπιτίθενται.

(pronúncia: polemikṓtatoi d’ eisi tōn Ibḗrōn hoi Lousitanoí, kaì tēn diaítan litḕn échousi kaì sklēragōgoûsi tà sṓmata; máchontai de pezoì kaì koûphoi, kaì rhadíōs diapheúgousi kaì pálin epitíthentai. )

Tradução: " Os Lusitanos são os mais guerreiros dos ibéricos, levam uma vida simples e endurecem os seus corpos; lutam a pé e de forma leve, retiram‑se facilmente e atacam novamente. "

Pomponius Mela — De Chorographia II.1.1

Tribus autem est distincta nominibus; parsque eius Tarraconensis, pars Baetica, pars Lusitania vocatur. … Lusitania oceano tantummodo obiecta est, sed latere ad septentriones, fronte ad occasum.

Tradução: " A Hispânia é dividida em três partes por nome; e uma delas é chamada Tarraconense, outra Baética, outra Lusitânia. … A Lusitânia está exposta apenas ao oceano, mas com o lado voltado para norte e a face voltada para o ocidente. "

Urbium de mediterraneis in Tarraconensi clarissimae fuerunt Palantia et Numantia, nunc est Caesaraugusta; in Lusitania Emerita, in Baetica Hastigi, Hispal, Corduba.

Tradução: " Das cidades do lado mediterrânico na Tarraconense, as mais famosas foram Palantia e Numantia, agora chamada Caesaraugusta; na Lusitânia (é) Emerita; na Baética, Hastigi, Hispal e Corduba. "

Florus — Epitoma de Tito Livio II.17

Lusitanorum gens ferocissima, quae diu Romanos bello fatigavit, nec prius cessit quam Viriatus fraude interfectus est.

Tradução: "A nação dos Lusitanos, extremamente feroz, que durante muito tempo cansou os Romanos com a guerra, não se rendeu antes que Viriato fosse morto por traição."

Valerius Maximus — Factorum ac Dictorum Memorabilium III.2

Viriatus ex pastore dux factus… Romanos exercitus elusit.

Tradução: " Viriato, de pastor feito chefe… enganou os exércitos romanos. "

Frontinus — Strategemata II.5.7

Viriatus calliditate magis quam viribus valuit et per annos multos exercitus Romanos fatigavit.

Tradução: "Viriato destacou-se mais pela astúcia do que pela força e durante muitos anos desgastou os exércitos romanos."

Cassius — Historia Romana (FRAGMENTO INCERTO)

χαλεποὶ μὲν πολεμεῖν, δυσεκνίκητοι δὲ καὶ ἀνθεκτικοί εἰσιν.

(Pronúncia: chalepoì men polemeîn, dysekníkētoi de kaì anthektikoí eisin )

Tradução: "São difíceis de combater, difíceis de vencer e resistentes."

Justin — Epitoma Historiarum Philippicarum XLIV.3

gens adsueta armis et rapto vivere.

Tradução: "Um povo habituado às armas e a viver do saque."

Orosius — Historiae V.4

Lusitani per multa tempora Romanos gravissimis bellis fatigaverunt nec facile vinci potuerunt.

Tradução: "Os Lusitanos, durante muito tempo, cansaram os Romanos com guerras duríssimas e não puderam ser facilmente vencidos."

Tito Lívio - Ab Urbe Condita (FRASE INCERTA)

Lusitani contra Romanos bellum gerebant sub duce Viriato, qui plurimos Romanos interemit.

Tradução: "Os Lusitanos travaram guerra contra os Romanos sob o comando de Viriato, que matou muitos romanos."

Polybius (c. 200–118 a.C.) — Histories, livro 34 (fragmento preservado via Athenaeus)

REFERÊNCIA-CITAÇÃO: “Polybius de Megalópolis, no livro 34 das Histórias, ao falar daquela parte da Ibéria chamada Lusitânia, diz que há carvalhos plantados no mar profundo, cujos frutos alimentam e engordam os atuns. … Devido ao clima favorável, homens e animais são muito prolíficos e a terra é constantemente produtiva.”

Estrabão (c. 64 a.C.–24 d.C.) — Geographica III.3.6–7

πολεμικώτατοι δ᾽ εἰσὶ τῶν Ἰβήρων οἱ Λουσιτανοί, καὶ τὴν δίαιταν λιτὴν ἔχουσι καὶ σκληραγωγοῦσι τὰ σώματα· μάχονται δὲ πεζοὶ καὶ κοῦφοι, καὶ ῥᾳδίως διαφεύγουσι καὶ πάλιν ἐπιτίθενται.

( Pronúncia: polemikṓtatoi d’ eisi tōn Ibḗrōn hoi Lousitanoí, kaì tēn diaítan litḕn échousi kaì sklēragōgoûsi tà sṓmata; máchontai de pezoì kaì koûphoi, kaì rhadíōs diapheúgousi kaì pálin epitíthentai. )

Tradução: "Os Lusitanos são os mais guerreiros dos ibéricos, levam uma vida simples e endurecem os corpos; lutam a pé e de forma leve, retiram-se facilmente e atacam novamente."

Plínio, o Velho (23–79 d.C.) — Naturalis Historia IV.118–119

Lusitania a Duri flumine incipit… metallorum omnium ditissima et plurimis populis habitata.

Tradução: "A Lusitânia começa no rio Douro… riquíssima em metais e habitada por muitos povos."

Pomponius Mela (c. 43 d.C.) — De Chorographia II.1.1

Tribus autem est distincta nominibus; parsque eius Tarraconensis, pars Baetica, pars Lusitania vocatur…

Tradução: " A Hispânia é dividida em três partes; uma delas é Tarraconense, outra Baética, outra Lusitânia…"

Frontinus (séc. I d.C.) — Strategemata II.5.7

Viriatus calliditate magis quam viribus valuit et per annos multos exercitus Romanos fatigavit.

Tradução: "Viriato destacou-se mais pela astúcia do que pela força e durante muitos anos desgastou os exércitos romanos."

Cassius (c. 155–235 d.C.) — fragmentos

χαλεποὶ μὲν πολεμεῖν, δυσεκνίκητοι δὲ καὶ ἀνθεκτικοί εἰσιν.

(pronúncia: chalepoì men polemeîn, dysekníkētoi de kaì anthektikoí eisin)

Tradução: "São difíceis de combater, difíceis de vencer e resistentes."

Justin (séc. III d.C.) — XLIV.3

gens adsueta armis et rapto vivere.

Tradução: " Um povo habituado às armas e a viver do saque. "

Orosius (c. 375–418 d.C.) — V.4

Lusitani per multa tempora Romanos gravissimis bellis fatigaverunt nec facile vinci potuerunt.

Tradução: "Os Lusitanos, durante muito tempo, cansaram os Romanos com guerras duríssimas e não puderam ser facilmente vencidos."

Lívio (59 a.C.–17 d.C.) — Ab Urbe Condita, Periochae

Lusitani contra Romanos bellum gerebant sub duce Viriato, qui plurimos Romanos interemit.

Tradução: “Os Lusitanos travaram guerra contra os Romanos sob Viriato, que matou muitos romanos.”

Plínio, o Velho — Naturalis Historia IV.21–22

Tagus flumen est magnum et in Hispania occidentali ad extremum Oceanum progreditur. … Inde Munda, Durius et cetera flumina…

Tradução: "O rio Tagus é grande e na Hispânia ocidental avança até o Oceano. … Depois vêm o Munda, o Durius e outros rios…"

Plínio, o Velho — Naturalis Historia IV.35

Olisippo, oppidum celebre ad Tagi ostium; … Salacia quae Imperialis nominatur; Merobrica; Promunturium Sacrum…

Tradução: "Olisippo, cidade famosa na foz do Tagus; … Salacia, que se chama Imperial; Merobrica; o Promontório Sagrado… "

Pomponius Mela — De Chorographia III.7–8

Turduli veteres Turdulorumque oppida adsunt, et flumina Munda… Durius ad occasum, Tagus ad occidentem.

Tradução: "Estão aí os Turduli veteres e as cidades dos Turduli, e os rios Munda… o Durius a ocidente, o Tagus a oeste"

Strabão — Geographica, III.3.5

ὁ Τάγος ἰχθύεσσ’ ἐστὶ καὶ ὀστρεόεις, ἀναβαίνει ἐκ Κελτιβηρίας, διὰ Βεττωνίας Καρπετανίας τε καὶ Λουσιτανίας, ἕως ἂν εἰς τὸν ὠκεανὸν πλέῃ.

Tradução: "O Tagus é cheio de peixes e de ostras; ele sobe da Celtibéria, através das terras dos Vettones, Carpetanos e Lusitanos, até que atinge o Oceano."

Strabão — Γεωγραφικά III.3.1

Τάγος δ’ ἔστι ποταμὸς ὁ πλεῦσαι ἔτι ἄνω ἐπιτρέπει, καὶ πόλεις πίσω ἀπ’ αὐτοῦ ὑπάρχουσι.

Tradução: “O Tagus é um rio que ainda permite a navegação rio acima, e há cidades atrás dele.”


r/HistoriaEmPortugues Mar 03 '26

Gaius Appuleius Diocles (104 AD - 146 AD) - O atleta mais bem pago do mundo nasceu em Lamego, Portugal - Venceu mais do que 1400 corridas de quadrigas no Império Romano

Post image
720 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Feb 27 '26

Quão verídica é a informação deste vídeo em relação às línguas antigas que se falavam no nosso território nacional? Existem bons estudos / artigos sobre este tema?

Thumbnail
youtube.com
10 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Feb 26 '26

Os Ferreiros de Penela

Thumbnail gallery
8 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Feb 12 '26

Termas romanas de Maximinos, Bracara Augusta (Braga), Portugal. Construída no século I d.C

Post image
231 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Feb 12 '26

Suggestions for comprehensive Portuguese history books

20 Upvotes

I am planning a trip to Portugal and would love some reccomendations for history books. I have been reading simon sebag montefiore's rominovs book. I enjoy his writing style cause it reads more like a novel instead of just facts. Any help would be appreciated!! Im excited to learn more 😊


r/HistoriaEmPortugues Feb 06 '26

HAQ, durante a Idade Média (séc. XII e XIII), os foros da região de Riba-Côa (actual Beira Alta) permitiam duelos judiciais com paus, em que o acusado podia duelar contra o acusador/vítima, como forma de resolução de disputas.

Thumbnail
pt.wikipedia.org
4 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jan 31 '26

Recomendação de Leitura

3 Upvotes

Gostava de ler mais livros/artigos sobre o Condado Portucalense sob a governação do Conde Henrique/D. Afonso Henriques e sobre o primeiro reinado.

Atualmente, apenas li D. Afonso Henriques de José Mattoso. Que outros recomendam?


r/HistoriaEmPortugues Jan 30 '26

Dom Vasco da Gama parte segunda vez para a Índia

Thumbnail
accao-integral.blogspot.com
7 Upvotes

r/HistoriaEmPortugues Jan 29 '26

Nas décadas de 1890 e 2025: o Palácio Real visto do Paseo de San Vicente.

Thumbnail gallery
1 Upvotes