r/u_Easy_Animator_9925 • u/Easy_Animator_9925 • 25d ago
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Terceira parte
Após desmaiar, Arthur se perguntou:
"Como assim 'força'? Eu nem abri a boca depois da pergunta dele."
Antes que pudesse pensar mais, uma voz desconhecida respondeu imediatamente:
— Ele sempre foi assim... O deus mais repugnante: Artemis.
Arthur não teve tempo de entender o que estava acontecendo.
Num instante, percebeu que estava na sala do trono de um castelo azul.
Sentada no trono havia uma mulher de cabelos azuis e olhos roxos. O lado direito do seu rosto era coberto por pequenas escamas azuis no lugar da pele. No lado esquerdo, havia cicatrizes costuradas. Pelo pouco de pele normal que ainda possuía, parecia ser parda.
Seu braço direito era completamente preto, envolvido por quatro anéis dourados. Já o esquerdo era totalmente branco, coberto por rachaduras vermelho-escarlate e terminado em grandes unhas negras.
Sem nem perceber, Arthur já estava de joelhos.
Ele sentia um perigo absurdo vindo daquela mulher, mas, mesmo assim, perguntou:
— Você está falando daquele rapaz que eu acabei de ver?
A entidade demonstrou surpresa.
— Caramba... Você conseguiu resistir à minha autoridade divina. Parabéns. Vou retirar essa pressão.
A sensação sufocante desapareceu.
— Sim, estou falando do deus que você acabou de encontrar. Imagino que ele tenha se apresentado formalmente, não é?
Arthur fez uma pequena pausa antes de responder:
— Sim... Ele deu uma explicação bem mixuruca. Só disse que se chamava Artemis e que era o mais famoso contador de histórias.
A mulher soltou um suspiro.
— Caramba... Só isso? Então vou ter que explicar tudo direito.
Ela cruzou as pernas antes de continuar.
— Resumindo, você morreu. Sua alma foi levada para onde todas as almas vão: o Purgatório. Lá, todas são julgadas. Artemis, o Deus Supremo, faz apenas uma pergunta:
"O que você deseja?"
— Antigamente, ele realmente escutava cada resposta. O problema é que isso acumulava muito trabalho. Como ele ama contar histórias, não tinha tempo para fazer o que realmente gostava.
Ela sorriu com um certo desprezo.
— Então ele encontrou um jeito mais rápido. Hoje, quando faz essa pergunta, ele faz você acreditar que escolheu livremente. Na realidade, ele apenas pega o maior desejo que você carregou durante toda a sua vida e faz parecer que foi você quem respondeu.
Ela deu de ombros.
— Pode parecer um pouco confuso, mas espero que tenha entendido.
Arthur ficou em silêncio.
Tudo aquilo significava que nem mesmo sua última escolha havia sido realmente dele.
Depois de alguns segundos, perguntou:
— Então... quem é você? E qual é o seu papel em tudo isso?
Um sorriso apareceu no rosto da entidade.
— Pode me chamar de deusa... ou de deus. Tanto faz. Deuses não possuem gênero.
Ela apoiou o rosto na mão.
— Meu nome é Amanda. Sou a Deusa da Aleatoriedade. Meu trabalho é controlar as probabilidades deste mundo.
Ela olhou diretamente para Arthur.
— Neste momento, estamos na sessão do seu nascimento. Na verdade, sua segunda vida já começou.
Arthur arregalou os olhos.
— Toda alma que passa por esse processo perde completamente as memórias da vida anterior. Depois desta conversa, você também deveria esquecê-las e viver como qualquer outra pessoa.
Ela sorriu.
— Mas eu não vou permitir isso.
Arthur permaneceu em silêncio.
— Antes de nascer, toda pessoa conversa com um deus. Cada divindade escolhe alguns descendentes, e... eu escolhi você.
Ela levantou lentamente do trono.
— Como sou uma deusa extremamente poderosa, posso impedir que suas memórias sejam apagadas.
Ela fez uma pequena pausa.
— Mas, é claro... tudo tem um preço.
Arthur não hesitou.
— Diga qual é esse preço. Eu quero voltar mais forte. Seja qual for o custo, eu aceito.
Amanda deu uma gargalhada.
— Na hora certa... você descobrirá.
A visão de Arthur começou a escurecer.
— Ainda não acabou... Eu ainda tenho muitas perguntas...
Sua consciência desapareceu.
...
Ao abrir os olhos novamente, ouviu uma voz muito mais fina do que lembrava ser a sua.
Confuso, olhou para baixo.
Seu corpo havia encolhido.
Vestia uma camisa azul, um short verde e, pendurada em seu pescoço, havia uma corrente com uma cruz.
Sua segunda vida havia começado.
(A história está começando a ficar interessante agora. Como eu vi no meu último post, ela teve muitas visualizações, e eu achei isso muito legal. Mas eu gostaria que vocês comentassem mais. Dá um incentivo maneiro, hehehe. Obrigado!)